A saga de voltar para casa

Em Roma, sê romano. Estação de comboios, comboio para o aeroporto. Na maquina de bilhetes não há indicação de qual o comboio certo. Perguntamos a duas ou três pessoas que dizem "sì, sì" mas como não percebem inglês ficamos na duvida. Lá compramos o bilhete e entramos no comboio. Ainda perguntamos mais uma vez ao chefe de estação na plataforma e ele "sì, sì".

O painel electrónico na carruagem indica que a próxima paragem é Cagliari, que é a única estação que temos a certeza que nunca poderá ser visto estarmos precisamente a sair de Cagliari. O comboio arranca e nós recordamos como há uns meses atrás com uma situação parecida fomos parar à província sueca em vez do centro de Estocolmo. Enchemos o peito de ar, e cá vai disto, que se lixe, ninguém nos conhece e é pouco provável voltarmos à ilha.

Puxo nos confins da memória pelo meu melhor italiano, sai uns miados agudos entre italiano e espanhol "Tutta la tua attenzione! Qual è la prossima tappa? Devo andare all'aeroporto!!" E todos os passageiros começam a gritar "SÌ, SÌ", "È IL PROSSIMO!!", "SÌ, SÌ", "NEXT STOP!", "SÌ, SÌ", "VA TUTTO BENE!", e eu berrei "GRAZIE MILLE!" para a carruagem toda. E eles em coro "BUON VIAGGIO!!!!". E pronto, lá saí na paragem certa e eles continuaram viagem como se nada fosse.

E no Aeroporto!!!!

Sei qui. O aeroporto de Cagliari deve ser o único do mundo que não tem o número dos balcões de check in nos painéis dos voos. É para adivinhar. Tem o da Gate mas como provavelmente não vai conseguir descobrir o check in o melhor é ir dar uma volta. SE perceber onde é que está no mapa do aeroporto. Onde?

  • Textos livremente copiados do Facebook pessoal da autora, com prévia autorização pessoal.

Veja as outras partes de  "A Itália de Sofia." - Parte I e Parte II

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