Entrevista – Christiane Jatahy “Sempre pensei que queria escrever”

Nasceu, cresceu e estudou no Rio de Janeiro, está a transformar o teatro europeu, e Lisboa terá, até ao fim de 2018, um panorama global da sua obra. É a “Artista na Cidade” 2018.

Em 2017, Christiane Jatahy criou na Comédie Française, em Paris, “A Regra do Jogo”, a partir do filme homónimo de Jean Renoir. Em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II, a partir da próxima sexta-feira, vai ser apresentada a sua trilogia “Julia”, “E se Elas Fossem para Moscou?” e “A Floresta que Anda”, inspirados, respetivamente, em Strindberg (“Menina Júlia”), Tchekhov (“Três Irmãs”) e Shakespeare (“Macbeth”). No S. Luiz, em junho, vai ser representada “Ítaca — Nossa Odisseia I”, estreada em março, em Paris, e, em novembro, no Cinema S. Jorge vai ser apresentado um filme sobre “Fidélio”, de Beethoven, encenado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Teremos filmes, documentários, instalações, performances, um livro, e vai haver um workshop para profissionais e interessados na dramaturgia da autora. É artista residente no Odéon e no Centquatre/104, em Paris, na Comédie de Genève, no Teatro Nacional de Bruxelas. As residências são longas no tempo, implicam criações pensadas muitas vezes para mais do que uma instituição, e de acordo com as características de cada uma delas.

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