Como chegar no hotel

Por motivos práticos que não adianta explicar foi necessário mudar de hotel. Reserva feita pela internet em site conhecido, localização perfeita, etc e tal. Chegamos à porta do edifício apalaçado na avenida principal. Não encontramos a campainha do hotel.

Não, espera, o hotel não tem campainha. Será isto possível? Sim, se for em Itália. Ligamos para o hotel. Ninguém atende. Tocamos às campainhas todas, lá conseguimos que alguém abra a porta. O elevador só funciona com chave. É necessário ir pelas escadas de andar em andar à procura do hotel. Sim, o hotel não tem campainha e na reserva só indica o número da porta, o piso tente adivinhar.

Lá conseguimos encontrar o sítio. Ninguém na recepção. Ninguém, ninguém, ninguém, ninguém, até que aparece uma mulher de nacionalidade indecifrável que não fala italiano, inglês ou urdu. Por código morse fazemos o check in. Explico o problema da campainha, etc. Problema? Qual problema? Tome lá um molhe de chaves - do quarto, da porta do edifício, do elevador e... do hotel. Sim, tome lá a chave do hotel. Como não amar Itália?

O queijo proibido

Ao almoço seguimos para um restaurante na ilha que a minha companhia italiana recordava como sendo de qualidade. E era. Pelo meio das três dezenas de pratos que provámos apareceu um queijo gigante com uma colher.

A minha companhia explica que está proibido em Itália. Proibido? Como assim? É feito com larvas. Estás a ver isto aqui no queijo? São larvas, pois. Ichhhhhhhhh sendo assim é natural que seja proibido. Pois é, responde-me enquanto come um bocado. Na mesa ao lado um casal italiano + inglesa com os filhos.

Vivem em França e lá também proibiram, explicam enquanto atacam o queijo. É verdade, é, está proibido em todo o lado, não se pode comer isto, dizem várias pessoas na esplanada do restaurante enquanto se lambuzam de queijo. Às tantas já estão todos a falarem ao mesmo tempo "é proibido, é proibidíssimo", dizem enquanto os empregados carregam mais queijos nas bandejas para as mesas.

  • Textos livremente copiados do Facebook pessoal da autora, com prévia autorização pessoal.

Veja a outra partes de A Itália de Sofia.” - Parte I

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